domingo, 20 de maio de 2012

Caim, nosso site: http://www.wix.com/neizigma/caim

Caim rádio:
http://jovempan.uol.com.br/entretenimento/cultura/2012/05/caim-peca-busca-dialogo-entre-o-mito-biblico-e-o-homem-contemporaneo.html

Caim mídia:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1098955-caim-traz-ao-palco-as-pesquisas-de-linguagem-da-cia-estelar-de-teatro.shtml
http://guia.folha.com.br/teatro/1088988-barato-da-semana-peca-caim-estreia-com-ingresso-a-r-10.shtml
http://www.globoteatro.com.br/emcartaz-1271-caim.htm
http://www.tvosp.com.br/programacao/agenda/terca-15052012/
http://catracalivre.folha.uol.com.br/2012/05/caim-ganha-temporada-no-sesc-consolacao/
http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=17,140774
http://www.tvminuto.art.br/programas/agenda/terca-15052012/
http://www.timeout.com.br/sao-paulo/teatro-danca/events/1116/caim
http://www.trilhacultural.com.br/agendaCultural/teatro/11654_Caim.php

Caim no interior:
http://www.jornalacidade.com.br/editorias/caderno-c/2012/07/16/grupo-de-sp-apresenta-espetaculo-sobre-a-trajetoria-de-caim.html
http://www.jornalavozdopovo.com/index.php/news/view/idNews/ODIxMQ%3D%3D
www.moginews.com.br/materias/matimp.aspx?idmat=134707
www.odiariodemogi.com.br/caderno-a/caderno-a/9178-amanha-em-cartaz-o-espetaculo-caim.html

Caim, peça que busca um diálogo entre o mito bíblico e o homem contemporâneo, estreia no SESC Consolação

Livremente inspirado nas obras de José Saramago, Luc Stang e Nilton Bonder, espetáculo com a Cia. Estelar de Teatro alia teatro, dança e música para dialogar com temas como a transgressão e a necessidade de rompimentos na busca de novas possibilidades de interação entre os homens.


A peça Caim, texto inédito de nova dramaturgia, de Viviane Dias, dirigido por Ismar Rachmann, com a Estelar de Teatro, estreia dia 17 de maio no SESC Consolação para uma temporada de seis semanas. A peça foi livremente inspirada na obra homônima de José Saramago, na obra de Luc Stang, Le jour de Caim, em A Alma Imoral, de Nilton Bonder, e nas atividades cênicas da compan­hia. Teatro, dança e música são elementos usados pela companhia para buscar um diálogo entre o mito bíblico - o homem que mata seu irmão e recebe a sina de vagar pelo mundo, marcado por Deus - e o homem contemporâneo, buscando uma releitura de temas como a transgressão e o erro, como experiências fundamentais na busca de novas possibilidades de interação.
Caim é o primeiro transgressor, o primeiro errante em busca de uma terra fértil, o primeiro homem que lida com a necessidade de atirar-se no desconhecido visando uma nova possibilidade de vida. É o primeiro homem a retirar-se da presença de Deus e a partir, em infinita caminhada, em direção ao sol levante. É a aventura de alguém entregue a si mesmo, assumindo todos os riscos da existência e todas as consequências de seus atos.
Lilith é a primeira transgressora do mundo. A primeira mulher que se recusa a ser dominada e a participar das normas patriarcais. É a lua negra, uma imagem fascinante da Grande mãe, coberta de sangue e saliva, de sexualidade pulsante, que flerta com os impulsos do inconsciente e seu poder.  Um sonho apagado da memória do homem por séculos e séculos. Ambos, Caim e Lilith, foram demonizados, viraram tabu.
Um encontro possível entre Caim e Lilith? Um homem que diz sim à sua alma transgressora, assumindo os riscos de uma nova vida? Um sonho de filhos mutantes, menos preocupados em construir em volta de si novos Édens - estreitas  moradas de segurança e comodismo - e se lançarem no mundo, corajosamente, descobrindo caminhos à medida em que a necessidade desejosa de percorrê-los assim possibilitasse.  Homens de braços abertos para o imprevisível, o novo, o movimento e o eterno devir? Um sonho de loucos, de artistas. Um jogo, uma brincadeira, uma comédia. Uma aspiração de homens contemporâneos pressionados entre dois mundos, um já insatisfatório e outro ainda não totalmente realizado.
O projeto Caim nasce da necessidade da companhia, de dialogar, através do mito, com a situação do homem contemporâneo no mundo, desenraizado, também entregue a si mesmo e em busca de plenitude, de possibilidades novas de vida, de relacionamentos, de arte, de interação com o seu meio-ambiente.
Ao trabalhar com esse mito, a companhia se foca, em especial, na questão da transgressão como uma atitude geradora de movimento, do novo, pressuposto importante no rompimento de padrões pré-estabelecidos de preferências e exclusões.
O espetáculo dialoga ainda com o mito de Caim como um germinador, não só de lavouras, mas também do novo homem, de cidades, de sonhos, de vida. Na tradição grega, de acordo com Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Caim pode ser comparado a Prometeu, que desejou conquistar para a humanidade um poder divino. “Tal como Prometeu, Caim é o símbolo do homem que reivindica sua parte na obra da criação”.
A peça vem sendo desenvolvida pela Estelar de Teatro desde agosto de 2010 e busca digerir uma série de experiências que os membros fundadores da companhia acumularam nos últimos anos em importantes residências artísticas internacionais passando por países como Itália, Dinamarca, Polônia e Índia, pesquisando teatro contemporâneo (detalhados abaixo, no texto sobre a companhia).

Sinopse
A trajetória de Caim contada por um grupo de mimos errantes: da marca de Deus que o leva a vagar pelo mundo, misteriosamente quebrando todas as regras de tempo e espaço – pulando para diferentes épocas da história - até as outras marcas recebidas em seus encontros como a fogosa Lilith, a Japonesa e uma Poetisa.

O espetáculo
Linguagens que se misturam tão ao gosto do mimo marginal - artistas populares que desde tempos imemoriais vagavam pela Terra e presentes nas mais diversas culturas. O lírico, o cômico, a narrativa, a dança e a música, a festa. Uma peça lúdica. Uma abordagem antropofágica de um mito base de uma cultura. Nosso Caim é mestiço, abriga as mais diversas sementes dentro de si e as espalha num mundo a ser re-significado. Uma canibalização. Uma peça também mestiça, que não busca sentido único ou unidade. Mas se compraz na diversidade. Uma investigação de dramaturgia no texto e na cena que valorizam o processo e o devir mais do que imagens previamente definidas, dialogando com a visão de um homem inacabado, também em processo. Nosso Caim é mais aberto cada vez que se lança e se lança no mundo. Assim nossa peça, quando abandona as certezas do Éden, passando por estradas que ainda não se revelaram em meio ao deserto, torna-se cada vez mais parceira da poética do público, convidando-o a completar suas lacunas, a exercer sua capacidade criativa junto conosco. Um tempo e espaço “outro”, próprio de mimos. Nos inspirando em artistas que antes de nós já questionaram a realidade, fazemos coro: se é possível de ser imaginado pelo homem, é real. E talvez mais real que muitas realidades sem pé nem cabeça que aceitamos, covardes e resignados, com a pouca energia dos nossos sentidos tão acostumados a viver em distração.
Um teatro político se entendermos, como Lehmann, o político como maneira de usar os signos e não como conteúdo: “a política do teatro é uma política da percepção.”

A companhia
A Estelar de Teatro é uma companhia que existe desde 2006, dedicada à investigação do teatro contemporâneo e de uma nova dramaturgia que fuja do drama burguês, de fortes traços épicos e líricos, em diálogo com narrativas míticas e com a visão de um homem inacabado, em permanente devir. No último ano, acrescentou à sua vocação a investigação de uma dramaturgia cênica, que floresça no trabalho dos atores e diretor, a partir de um intenso treinamento corporal e improvisações.

Em 2007, a Estelar estreou seu primeiro espetáculo, Alice. Em 2008, com o apoio do Programa de Difusão e Intercâmbio do Ministério da Cultura, seus membros fundadores vivenciaram um ano de residências artísticas internacionais em grupos de teatro contemporâneo europeus, em especial o Potlach, na Itália - braço do ISTA – com passagem também pelo Teatro Teatro Odin, na Dinamarca. De volta dessas experiências, estrearam Mestres do Jogo, em 2010.
Neste mesmo ano, o diretor Ismar Rachmann voltou ao teatro Potlach por mais um ano para continuidade de sua pesquisa artística. Paralelamente, a companhia iniciou uma investigação sobre mitologia afro-brasileira (com passagens de membros da companhia em residências artísticas na Índia e no Instituto Grotowski, na Polônia). Desde agosto de 2011, o grupo inteiro se reúne diariamente para digerir as marcas de todas essas experiências (e tantas outras) na peça Caim.


Currículos

Viviane Dias é atriz, dramaturga e jornalista formada pela ECA-USP. Entre seus últimos espetáculos, além dos já citados Mestres do Jogo e Alice, (autora e atriz) com a Estelar de Teatro, destacam-se Em Alguma Margem, no Rio, direção de Jairo Mattos ( 2010, no SESC Paulista; 2002, no Ágora CDT) ( autora); Bexiga- Uma Bela Vista, escrito em parceria com Sérvulo Augusto e dirigido por Roberto Lage ( autora e atriz) . Como atriz, participou ainda de laboratórios de pesquisa e residências artísticas internacionais com importantes encenadores contemporâneos como Juij Alschitz ( Laboratório Tchékhóv, no SESC Consolação, em 2011), A. Vasiliev ( Seminário no Instituo Grotowski, na Polônia), Eugenio Barba ( Odin Week e seminários do ISTA, na Dinamarca e Itália), Pino di Buduo (residência artística e espetáculos feitos no teatro Potlach como atriz) e A. Biswas ( residência artística com ex-colaborador de Grotowski, na India). É professora no curso de formação de atores do TUCA, artista orientadora no Projeto Ademar Guerra e no Teatro Vocacional da Prefeitura de S. Paulo.

Ismar Rachmann é ator e diretor formado pelo Indac e que completou sua formação em residências artísticas internacionais em teatros como O Potlach (2 anos, na Itália, em que participou de seminários no âmbitos do ISTA, performances em diversos países europeus com o espetáculo Cidades Invisíveis, e participações em festivais como Festuge, o Festival de Eugenio Barba e do Odin , na Dinmarca, em 2011). Desde 2006, é o diretor da Estelar de Teatro.

Ficha Técnica
Caim
De Viviane Dias
Direção Ismar Rachmann
Direção Musical: Nei Zigma
Músicos criadores: Gabriel Moreira e Nei Zigma.
Com: Estelar de Teatro – Viviane Dias, Márcio Maracajá, Jonatã Puente, Anderson Negreiro, Beatriz Morelli e Sandra Lessa.
Luz: Carol Pinzan
Figurinos : Márcio Maracajá e Jorge Feitosa
Cenário: Estelar de Teatro.
Fotos: Lívia Büchele
Arte gráfica: Alice Freire

Estreia: Dia 17 de maio de 2012. Quinta, às 21h.
Temporada: De 17 de maio a 29 de junho. Quintas e sextas, às 21h. Duração 80 minutos.
Recomendação Etária: 16 anos
Preços: R$ 10,00 (inteira); R$ 5,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,50 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Local: Espaço Beta - 3º andar.

SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245